terça-feira, 27 de abril de 2010

Amiga, nao me esqueci...

Aqui fica como prometido!!! o que nos riamos que nem umas doidas em cima daquele palco!!

Acocorava-me a um canto!!!!

Dez Réis de esperança


Se não fosse esta certeza que nem sei de onde vem,não comia, nem bebia,nem falava com ninguém.Acocorava-me a um canto,no mais escuro que houvesse,punha os joelhos à boca viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes do ingénuo adolescente,a chuva das pernas brancas cair impertinente,aquele incógnito rosto,pintado em tons de aguarela,que sonha no frio encosto da vidraça da janela,não fosse a imensa piedade dos homens que não cresceram,que ouviram, viram, ouviram,viram, e não perceberam,essas máscaras selectas,antologia do espanto,flores sem caule flutuando no pranto do desencanto,se não fosse a fome e a sede dessa humanidade exangue,roía as unhas e os dedos até os fazer em sangue.

2 comentários:

Anónimo disse...

Estava a ler o poema e era como se te ouvisse. Que espectáculo! Nós fomos muito felizes naquele palco! :-)

Bjs, Andreia

Anónimo disse...

És o maximo AURORINHA :-)